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A Stereoscopic Show

novembro 25, 2009

Quem esteve presente na penúltima noite do 4°Arte.mov pôde conferir um show estereoscópico  da banda francesa retro-futurista Principles of Geometry, em colaboração com o selo visual AntiVJ. Ok, eu sei que é muita informação para ser absorvida. Não sei vocês, mas quando ouvi falar do show, logo pensei : “nuhh, deve ser muito doido”. Mas minhas considerações pararam por ai, afinal, não entendia bulhufas o que seria uma banda retro-futurista e pouco conhecia sobre selos visuais e estereoscopia. Diante de tantos nomes e termos, nada melhor que recorrer ao querido Google. E depois de um pesquisa básica, posso compartilhar com vocês minhas descobertas.

Para mim, o retro-futurismo se limitava ao retorno atual dos elementos visuais criados entre as décadas de 1920 e 1960, que faziam alusão ao cibernético futuro que nos aguardava – permeado por naves espaciais, robôs e coisas platinadas. Entretanto, a música retro-futurista agrega outros elementos de meados do século XX: no caso de Principles of Geometry, ocorre a apropriação da estética sonora-eletrônica dos anos 70 (cheia de sintetizadores) e de trilhas cinematográficas para gerar uma sonoridade “futurista”. O resultado é uma música eletrônica que alterna timbres, entre o “épico e o lânguido”.  

Essa jornada futurista criada pela banda casa perfeitamente com as projeções estereoscópicas feitas pelos AntiVJ.  O selo, criado em 2006,  trabalha com projeções de luz e holográficas nos mais variados substratos: desde construções poligonais até fachadas de prédios e catedrais.O mais novo projeto dos AntiVJ são as projeções estereoscópicas. A estereoscopia é um fenômeno natural, que ocorre quando vemos duas imagens em ângulos ligeiramente diferentes, que se sobrepõem e geram uma profundidade – sensação de uma visão 3D.  Após anos de pesquisa, os AntiVJ desenvolveram uma série de ferramentas para controlar, ao vivo, um conteúdo estereoscópico. E o resultado pode ser conferido no Stereoscopic Show. Equipado com óculos especiais, o público interage com as imagens que saltam da tela e entra em sincronia com a batida reverberante produzida pelo Principles of Geometry. 

Para quem perdeu, o vídeo abaixo traz alguns momentos do show, além de apresentar algumas percepções da plateia. Mas fica o aviso: essa incrível performance é uma experiência sensorial e só o corpo e olhos humanos são capazes de senti-la plenamente.           

                                                                                                                                                                                                                    – Bruna Acácio

Para conferir mais sobre o Stereoscopic Show:

http://www.myspace.com/principlesofgeometry– “site oficial”  – myspace – da banda Principles of Geometry, onde você pode escutar as músicas da dupla e interagir com os caras – porque eles respondem aos comentários.

http://blog.antivj.com/ – Blog do AntiVJ – Conheça os projetos e até a agenda de shows do  selo visual.

www.artemov.net  – Site oficial do Arte.mov, que traz mais informações sobre a performance que aconteceu em Belo Horizonte.

“Melódica e Poética”

novembro 12, 2009

 

Midani

Midani no Eletronika: palavras nostálgicas sobre a música

Essas são as características essenciais de uma boa música, de acordo com André  Midani, um dos nomes mais importantes da indústria fonográfica brasileira dos anos 60 aos 90. Midani participou do festival Eletronika, onde realizou uma palestra sobre a história da música e suas perspectivas para o futuro.

A música sempre foi fonte de inspiração para idéias e comportamentos. Ao longo da História as canções embalaram várias lutas. Seja nos acordes psicodélicos do movimento hippie ou nas letras de protesto contra a ditadura militar brasileira, é fácil perceber o quanto a música é influente na vida humana. E, hoje mais claramente, no cotidiano dos jovens.

Foi pensando nisso que o intermedia levou a questão tratada por André Midani no Eletronika para alguns desses jovens: o que uma música deve ter para te agradar? E sim, as respostas foram variadas.

A vestibulanda Camila foi categórica: “A música não precisa ter nenhuma característica própria para me agradar”. Segundo ela, todos os estilos são interessantes. Já David, que cursa Filosofia na UFMG, foi rápido e disse a primeira coisa que veio à cabeça, uma resposta bem filosófica: “Não sei resposter a essa pergunta”.

Mas alguns dos entrevistados toparam responder à nossa instigante questão. Foi o caso de Thalita, aluna de Psicologia da UFMG. “O ritmo, no final das contas, é o que toca mais na gente”, afirmou ela.  Dos entrevistados que apontaram características da boa música, Thalita foi a única que deixou de lado o quesito da letra. Janaína, estudante de Ciências Biológicas da federal compactuou, de certa forma, com o que Midani disse no Eletronika. “É preciso uma combinação entre letra e melodia”.  Henrique, aluno de Ciências Sociais da PUC, tirou o fone de mp3 do ouvido para poder responder à nossa entrevista. E sua colocação foi além da típica tensão entre letra e melodia: “ A música deve ser harmoniosa, produto de um sentimento do compositor. Ela também tem que ‘bater’ no ouvinte,  representar algo para ele”.

Para consumir música, muitos jovens já não se prendem ao velho CD. A internet é hoje uma grande disponibilizadora de produtos musicais. O youtube, então, dispensa comentários.

Eletronika: 10 anos agitando o cenário artístico de BH

novembro 12, 2009

 

palco

Luz, luz... testanto, testando

Quem não foi à décima edição Eletronika, nesse último final de semana, perdeu a oportunidade de conferir o importante festival brasileiro de novas tendências musicais e audiovisuais. Desde 1999, o Eletronika abre espaço para reflexões sobre a temática das artes e tecnologias.

Não só isso. O festival engloba novos artistas, que muitas vezes   acabam ganhando destaque nacional e internacional. É o caso do estilista Ronaldo Fraga e do famoso DJ Malboro. Para abrigar tudo isso, o evento prima pela revitalização arquitetônica de Belo Horizonte.

Neste ano, além de debates com grandes personalidades do mercado fonográfico brasileiro e internacional, como André Midani e Laurent Laffargue, o Eletronika contou com workshops de vídeo e áudio e sessões de documentários relacionados à música. E, é claro, muitos shows.

Dezoito bandas nacionais e internacionais marcaram presença no Estação 104, A Obra, Velvet e Deputamadre.  Black Drawing Chalks, a famosa e até então inativa banda belorizontina Virna Lisi, o projet o louge Yubaba, Chucrobillyman, Garotas Suecas, Copacabana Club, a brasileira-estadunidense N.A.S.A, os franceses Rubin Steiner e Anoraak são apenas alguns dos grandes nomes que passarampela última edição do festival .  Quem fala melhor sobre o Eletronika é um de seus idealizadores, Aluizer Malab, entrevistado pelo intermedia.

Confira o áudio da entrevista 

Entrevista Aluizer Malab